quarta-feira, 12 de abril de 2017

Por uma clínica renovada: as possibilidades das oficinas terapêuticas






O dualismo cartesiano dividiu mente e corpo colocando-os como unidades que funcionam separadamente. Esta dicotomia marcou a sociedade se refletindo em vários campos do saber humano.  Mas, mudanças podem ser sentidas e os indivíduos novamente buscam se reconhecer como BIOPSICOSSOCIAIS, ou seja, seres que inter-relacionam suas partes psíquica, física, social e espiritual.

As instituições de saúde mental durante muito tempo reproduziram o paradigma da exclusão, promovendo a doença e perpetuando estigmas e preconceitos.
Caminhamos para uma nova forma de atenção em saúde mental.

As instituições podem lançar mão de variados recursos que possibilitam que fenômenos tão humanos como a angústia, a depressão, a loucura, e as doenças psicossomáticas possam se tornar não somente um transtorno, mas um dizer mais estruturado, e direcionado ao tratamento e a reinserção social.

O atendimento terapêutico é um processo social capaz de gerar grandes transformações no indivíduo, alcançando os que estão ao seu redor. Resultado do diálogo e da interação, o atendimento terapêutico abre inúmeras possibilidades para a pessoa, independente de gênero, raça, classe social, pois, reconhece os indivíduos em um mesmo plano, o do humano e os acolhe focando não a doença, mas, o que esses têm de saudável, e nos potenciais que podem desenvolver.

A ARTETERAPIA É UMA ABORDAGEM indicada para idosos, crianças, adolescentes, portadores de transtorno mental grave e psicossomáticos, e pessoas desgastadas pelo estresse cotidiano que desejem se autoconhecer e/ou construir um novo projeto de vida.

Objetiva-se, por meio destes trabalhos, que o indivíduo recupere o equilíbrio perdido, a autonomia, que volte a sonhar, a se interessar pela vida, pelas pessoas e por si mesmo.  As múltiplas possibilidades da linguagem da ARTE permitem que o real seja trabalhado por meio do simbólico, elas são tanto curativas, quanto profiláticas.


As Oficinas terapêuticas abrem espaços de expressividade e criação livre e espontânea para a pessoa que sofre, permitindo com que esta se perceba de forma integrada e reencontre o equilíbrio almejado. Essa forma de abordagem terapêutica é indicada idosos, crianças, adolescentes, portadores de transtorno mental grave e psicossomáticos, e pessoas desgastadas pelo estresse cotidiano que desejam se autoconhecer e/ou implementar um novo projeto de vida.

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