sexta-feira, 11 de maio de 2018

Meditação e Saúde mental

Em 2018 fui convidada para realizar um trabalho de mediação de grupos no Mosteiro Zen Budista Morro da Vargem, em Ibiraçu, ES. Essa experiência pontual acabou se tornando um vínculo de amizade e de trabalho e, até o ano de 2014 dirigi variadas ações e projetos de educação ambiental no MZMV. A meditação é um dos pilares dos programas realizados no Mosteiro, mais especificamente o ZAZEN. Zazen significa “sentar Zen”, a palavra vem do sânscrito Dhyana ou Jhana e propõe um estado meditativo profundo. Foram anos de aprendizado e autoconhecimento. Posteriormente, nossa prática no campo da meditação foi se ampliando com as técnicas propostas pelo Haja Yoga. Mas, independente da técnica meditativa, os resultados são comuns: a reconexão consigo, a saúde integral, a calma da mente, o relaxamento, entre outros.

Dados da OMS indicam o crescimento do índice de ansiedade e depressão em todo o mundo. As origens desses conflitos psicológicos são variadas, entre elas as catástrofes naturais, guerras, e também os conflitos internos do indivíduo, seus medos e angústias.
A prática da meditação, também chamada Mindfulness, tem sido estudada por cientistas e os resultados são um alento, pois, indicam a melhoria das funções cognitivas chegando, inclusive, a efetuar mudanças na constituição do cérebro, especialmente em áreas associadas à aprendizagem e memória, promovendo, também, uma regulação emocional.
Vale destacar que a meditação é uma prática integrativa, ela não substitui os tratamentos médicos, antes, ela os potencializa.

Mas os objetivos da meditação vão além. Existe um aspecto da saúde que muitas vezes é negligenciado pela ciência moderna, a espiritualidade. Não se deve confundir espiritualidade com religião. Existem boas correlações entre espiritualidade e saúde, essa está intimamente ligada ao bem-estar psicológico e ao sentido na vida. Por isso o Reluz inclui a espiritualidade como um recurso promotor de saúde, por meio da meditação, investindo numa clínica que entende a saúde mental como equilíbrio e sentido na vida, valorizando e incentivando o autoconhecimento e a autonomia do paciente.
A meditação, além dos benefícios citados, permite que o indivíduo acesse níveis profundos de da alma, ampliando a capacidade de abertura para o outro e para as novas experiências que a vida proporciona, impulsionando-o a cultivar valores saudáveis vinculados ao coletivo.

Renata Bomfim

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